segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O medo de não ser

Hoje estive pensando sobre o medo da morte, aliás um assunto que sempre evitei tratar em meus textos, mas em um ano onde perdi minha avó materna eu acho que cabe a reflexão.

Minha avó criou dois filhos, não conheceu o mundo, mas segurou a onda para que meu avô vivesse o que viveu. Foi sempre uma pessoa dura quando meu avô era vivo, no entanto com seu falecimento ela se tornou uma pessoa mais chorosa, sentimental sem perder a força que lhe caracterizava, enfim passou por diversas fases e, tenho certeza, cumpriu com honras sua missão

Chico Anysio em recente entrevista ao fantástico disse que tinha medo de morrer pq tinha pena de não ter mais contato com os netos, filhos e tudo o mais que realmente vale à pena (sem trocadilho).
É poer isso que citei a vida de minha avó e a frase do Chico. Tenho medo de não ser, medo de perder a chance dada por DEUS de construir meus sonhos, minha família com altruísmo e doação. Tenho vivido de maneira egoísta, talvez motivado por uma adolescência complicada onde faltava dinheiro e sobrava confusão por conta da separação dos meus pais, mas sei que isso não me completa e esse vazio me toma tanto quanto o álcool que tomo pensando em completar e aplacar esse vazio.
Sem dramas,eu sei pq hoje é essa a minha realidade e ela me foi conveniente por um tempo, mas eu não sei como sair, como me dar novamente a chance de vencer, sem medo de morrer, sem medo de não ser!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ser complexo

É engraçado, mas muitas vezes nos deparamos com situações que nos desafiam e, algumas delas, simplesmente preferimos fugir.
Muitas delas surgem todos os dias em nossa frente. Seja uma barriga mais avantajada, uma situação mal rsolvida em algum relacionamento antigo, sei lá... Cada um sabe do que estou falando.

Tenho algumas dessas situações e por isso escrevi as linhas que se seguem para tentar demnonstrar como me sinto ante essas situações:


É complexo, eu sei;
Muitas vezes me pego a pensar no que não devo
Ou devo pensar no que não penso.

Penso no quão grande queria ser, mas me lembro do quanto sou pequeno;
Lembro do tudo o que sonhei e pouco que lutei.
Lembro do pouco que me dei e, aí dói, ver o quanto se deram
e eu e omiti.

Nunca foi maldade sentir o que sinto, nunca foi verdade mentir o que vivo.
Nunca me vi maior do que sou, mas talveZ nunca tenha me enxergado do tamanho que estou.
É quase uma poesia, não fosse a falta de forma e falta de um poeta,
É, certamente, mais um texto de um pretenso pensador que de tanto fugir usa esses textos para extravasar de forma muito pouco esperta e commuito pouco pudor.